My Image

De acordo com a 5ª edição do DSM – o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais – o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, que geralmente é percebido nos três primeiros anos de vida (em muitos casos, nos primeiros meses de vida) e compromete as habilidades de comunicação e interação social.


Além disso, a pessoa com TEA apresenta, em alguma medida, já que se trata de um espectro, padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses, ou atividades.

Pessoas com TEA costumam apresentar dificuldade em iniciar ou dar sequência a conversas, dificuldade no compartilhamento de interesses, dificuldade na compreensão de gestos, ou de linguagem não literal, tudo isso, variando dentro do espectro (nos casos graves, encontramos pessoas com TEA não verbais).

Costumam também insistir nos mesmos hábitos e serem inflexíveis a rotinas. Todas as características mencionadas variam dentro do espectro, em relação à gravidade do transtorno, que se divide em leve, moderado e grave.

​​​​​​​

Muitas pessoas com TEA apresentam também Transtorno do Processamento Sensorial como comorbidade. Isso significa dizer que muitas pessoas com TEA apresentam hipersensibilidade ou hipossensibilidade a estímulos visuais, auditivos, táteis, olfativos e gustativos. Não raramente, uma pessoa com TEA não tolera determinados ruídos, texturas, sabores (mesmo aqueles que não geram incômodo às pessoas com desenvolvimento típico) e, por outro lado, podem se fixar em estímulos visuais (cores vibrantes, objetos que fazem movimentos circulares...) por muito tempo, ou mesmo se ferir e nem perceber. 

My Image
My Image

Até a década de 1980, o TEA era tido como um transtorno causado unicamente por razões ambientais – muitos pais, em especial, muitas mães, foram culpadas pelo autismo dos filhos – as mães foram acusadas de “mães-geladeira”, frias e pouco afetuosas, a ponto de seus filhos serem autistas. Atualmente, acredita-se que a contribuição dos fatores genéticos seja responsável por 90% dos casos de TEA.

​​​​​​​

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o TEA afeta 1% da população mundial, ou seja, cerca de 70 milhões de pessoas apresentam o TEA em algum nível, e, no Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas.  Uma em cada 50 crianças são atingidas, na proporção de 3 meninos para cada menina.

O TEA não tem cura, mas tem tratamento. Lembramos sempre que quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor o prognóstico: um programa de tratamento precoce, intensivo e adequado é fundamental para esse bom prognóstico. O tratamento do TEA envolve a família, a escola, além de uma equipe interdisciplinar, que conta com pediatra, neuropediatra, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta (em muitos casos) e terapeuta ocupacional.

​​​​​​​

Não há medicação específica para o TEA, mas em casos em que há comorbidades, medicações podem ser associadas, conforme orientação médica.